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A cantora e atriz Alessandra Verney apresenta “unpluGAGA”, um tributo acústico a Lady Gaga, dia 26 de março, no Teatro Claro MAIS RJ, em Copacabana

 

Unplu Gaga - Alessandra Verney - Foto de Priscila Prade 25


Acompanhada por um trio de músicos, a artista interpreta canções como “Bad Romance”, “Million Reasons” e “Paparazzi”, em versões que destacam a força poética e emocional da obra de Gaga.

 

A premiada cantora e atriz Alessandra Verney apresenta “unpluGAGA”, um tributo acústico a Lady Gaga, dia 28 de março, às 20h, no Teatro Claro MAIS RJ, em Copacabana. Neste show, Lady Gaga é celebrada de forma singular pela voz marcante da artista, em arranjos que valorizam a essência das composições. O repertório da popstar americana ganha novos contornos: aqui, as canções são as grandes protagonistas — embaladas pela força e sensibilidade do canto feminino. Músicas como “Bad Romance”, “Million Reasons” e “Paparazzi” são revisitadas em versões que destacam a força poética e emocional da obra de Gaga.

Alessandra Verney imprime sua identidade em cada interpretação, unindo voz poderosa, presença magnética e performance cênica, características que consolidam sua trajetória nos palcos, em espetáculos musicais como “Cole Porter – ele nunca disse que me amava”, “A Noviça Rebelde”, “Alô Dolly” e “Kiss Me Kate – O Beijo da Megera”. Neste show é acompanhada por um trio de músicos, que fazem a sonoridade acústica do “unpluGAGA” acontecer: André Valle (violão), Lancaster Lopes (baixo) e Marcelo Vig (bateria e efeitos).

“Já tem alguns anos que tenho o desejo de fazer um show com as canções da Lady Gaga,, bem antes de saber que ela viria ao Rio. O foco é na sonoridade mais acústica, justamente para priorizar a interpretação e a essência das composições. Sou bastante fã dela: a visceralidade, a potência vocal, a marca registrada que ela imprime à cada composição, tudo me fascina e me inspira como artista. Esse show é uma grande homenagem e uma maneira de celebrar esse repertório de uma vez só!”, comenta Alessandra Verney. “Fico muito feliz também de estar acompanhada por grandes músicos, que trazem o seu melhor na concepção e execução das canções”, completa a artista.        

Com arranjos cuidadosamente elaborados e grandes músicos, o show propõe uma escuta visceral e sensível — tanto da genialidade de Lady Gaga quanto da versatilidade artística da atriz e cantora. Além dos grandes hits, o setlist inclui canções que orbitam o universo criativo de Gaga. Influências e referências que a acompanham ao longo da carreira – como Queen, David Bowie e Madonna – também estão presentes no repertório. O resultado é um espetáculo ainda mais atraente e acessível a diferentes públicos.

 

Sobre Alessandra Verney

 

Atriz e cantora, iniciou sua extensa carreira artística há mais de 25 anos, com ênfase no teatro musical – estreou com a dupla Möeller & Botelho. Com eles, fez diversos musicais como: “Cole Porter – ele nunca disse que me amava”, “7 – O Musical”, “Beatles num céu de diamantes” e “A Noviça Rebelde”. Com Miguel Falabella, fez muitos trabalhos como o musical “Alô Dolly” e as comédias “O Que o Mordomo Viu” (Prêmio Aplauso Brasil de Melhor Atriz Coadjuvante) e “A Mentira”, além da série global “Sexo e as Negas”. Protagonizou “Kiss Me Kate – O Beijo da Megera”, de Cole Porter, ao lado de José Mayer, pelo qual ganhou o Prêmio Cesgranrio de Melhor Atriz em Musical e foi indicada ao Prêmio Shell de Melhor Atriz. Em 2023, produziu uma nova montagem do espetáculo e reviveu uma parceria de 25 anos com Falabella ao seu lado. Na TV, participou de várias novelas, entre elas “Rock Story”, direção de Dennis Carvalho, e “Verão 90”, dirigida por Jorge Fernando. No cinema, esteve em “Apolônio Brasil”, de Hugo Carvana e acabou de rodar três longas: “Querido Mundo”, “A Banda” e “Senhoras”. Na música, investe no seu trabalho solo, composto por canções autorais e releituras de sucessos; está gravando o seu primeiro álbum, com produção musical de André Moraes.

 

Ficha técnica:

Idealização: Alessandra Verney

Direção de Produção: Rodrigo Medeiros

Músicos: André Valle (violão), Lancaster Lopes (baixo) e Marcelo Vig (bateria e efeitos)

Programação Visual: Julia Teixeira

Assistente de Produção: Wagner Mattos

Assessoria de imprensa: Rachel Almeida (Racca Comunicação)

Foto: Priscila Prade

Produção e Marketing: R+Marketing

Realização: Verney Produções

 

Serviço:

“unpluGAGA”

Data: 26 de março, às 20h.

Teatro Claro Mais RJ: Rua Siqueira Campos, 143 - Loja 58 - Copacabana, Rio de Janeiro

Ingressos: Entre R$ 30 e R$ 120 (inteira)

Lotação: 660 pessoas

Duração: 1h30

Classificação: 12 anos

Venda de ingressos: na bilheteria do teatro ou na plataforma Uhuu (https://uhuu.com/evento/rj/rio-de-janeiro/unplugaga-com-alessandra-verney-15567)



Créditos: Rachel Almeida



Paula Fernandes confirma gravação de novo projeto audiovisual na Vibra São Paulo

 Ingressos à venda pela plataforma uhuu.com e pontos autorizados



Crédito da foto: Flashbang Media House


A cantora e compositora Paula Fernandes anuncia a gravação de seu novo projeto audiovisual, no dia 16 de abril, na Vibra São Paulo, um dos palcos mais emblemáticos do país. O momento representa um encontro intenso entre artista, obra e público, selando uma fase de maturidade, entrega e renovação em sua carreira.
 
Intitulado 30 e Poucos Anos, o novo projeto de Paula Fernandes marca seu grande lançamento em 2026 e nasce de um movimento íntimo e genuíno: olhar para dentro, revisitar memórias e transformar vivências em música, imagem e emoção. É um convite sensível para que o público mergulhe em sua trajetória, celebrando maturidade, essência e autenticidade.
 
Concebido como uma experiência imersiva e multissensorial, inédita no Brasil, o projeto integra som, luz, aromas, projeções e narrativa em uma arquitetura cênica que amplia os limites do palco e envolve o público de maneira plena. A música é o eixo estruturante dessa jornada, conectando passado e presente em uma atmosfera de grande impacto e forte conexão emocional.
 
Para concretizar essa visão, Paula conta com o apoio da Epson, líder global em projeção de imagens e impressão, e da ON Projeções, especialista em projetos de projeção mapeada. Juntas, as empresas elevam o projeto a um novo patamar tecnológico e artístico, prometendo ao público uma experiência inovadora, impactante e verdadeiramente inesquecível.
 
No repertório, músicas que atravessaram gerações se encontram com composições que ajudaram a construir a essência artística da cantora. Cada faixa ocupa um lugar preciso na dramaturgia do show, criando uma conexão direta com o público. O projeto contará ainda com participações especiais, que serão anunciadas em breve, e prometem ampliar ainda mais a carga emocional da noite.
 
30 e Poucos Anos nasce de tudo o que vivi, senti e aprendi ao longo dos anos. É um convite para que o público caminhe comigo, sinta o que eu senti e reconheça suas próprias histórias em cada música. Quero que essa noite fique marcada na memória de todos”, afirma Paula Fernandes.
 
A direção criativa é assinada por Andrey Hermuche, com roteiro de Bruno Campos, e a produção musical fica sob responsabilidade de Ricardo Lopes, reunindo sensibilidade artística, apuro estético e excelência sonora para dar vida a um espetáculo pensado nos mínimos detalhes.
 
Esta apresentação conta com realização da Opus Entretenimento, uma das principais plataformas de shows e entretenimento ao vivo do país, em parceria com a Jeito do Mato e seus empresários Marco Serralheiro e Marcelo Maia. Band FM foi escolhida como a rádio oficial do projeto.
 
A venda de ingressos começa, nesta terça-feira (24/02), pela plataforma uhuu.com e pontos autorizados. Mais informações no serviço abaixo.
Atenção: não nos responsabilizamos por ingressos adquiridos fora das plataformas oficiais.
 
Para mais informações, acesse instagram.com/pf30epoucosanos. 


Sobre Paula Fernandes
Paula Fernandes é uma das principais artistas da música brasileira, com uma trajetória marcada por autenticidade, versatilidade e grandes conquistas. Cantora, compositora e instrumentista, a mineira de Sete Lagoas soma mais de 2,4 bilhões de streams nas plataformas de áudio, 5,6 milhões de discos vendidos e dois prêmios Grammy Latino, a artista se destaca no cenário musical brasileiro e internacional. 
 
Com uma carreira sólida no Brasil e no exterior, Paula já realizou 15 turnês internacionais, passando por países da Europa, Estados Unidos e África, e dividiu o microfone com nomes como Taylor Swift, Shania Twain, Alejandro Sanz, Juanes e Il Volo. 
 
Premiada em diversas categorias da indústria do entretenimento, a artista soma oito indicações ao Grammy Latino, além de reconhecimentos como o Prêmio Multishow de Música Brasileira, Prêmio da Música Brasileira, Troféu Imprensa, Meus Prêmios Nick e Melhores do Ano. Na televisão, teve mais de 20 músicas em trilhas de novelas e filmes, reforçando sua presença marcante no audiovisual brasileiro.
 
Autora de sucessos como “Jeito de Mato”, “Pássaro de Fogo”, “Pra Você” e “Sem Você”, Paula segue explorando novas sonoridades e reafirmando sua essência artística. Em 2025, lança o EP “SIMPLESmente Eu”, um projeto que representa leveza, liberdade e conexão com suas raízes, e se prepara para integrar o elenco da novela “Coração Acelerado”, prevista para estrear em 2026
 
Para saber mais:
 
SOBRE A OPUS ENTRETENIMENTO
Celebrando 50 anos de atuação, a Opus Entretenimento consolidou-se como a maior plataforma de entretenimento ao vivo do Brasil. Com presença estratégica em toda a cadeia do setor, do agenciamento artístico à produção e administração de venues, a companhia exerce papel central na estruturação e no crescimento do mercado nacional.
 
À frente de 10 casas de espetáculos distribuídas em 7 capitais, realiza festivais, turnês e projetos especiais em todas as regiões do país, reunindo atrações nacionais e internacionais de grande relevância. Em seu histórico estão produções marcantes com artistas como Kiss, Guns N’ Roses, Ray Charles, Norah Jones, Avril Lavigne, Paramore, Evanescence, entre outros nomes de projeção mundial.
 
A empresa também responde pelo management de nomes como Paula Fernandes, Roupa Nova e Maurício Manieri, e produz no Brasil um dos espetáculos familiares de maior reconhecimento mundial: Disney On Ice.
 
Com modelo operacional integrado e visão de longo prazo, a Opus impacta milhões de espectadores anualmente e permanece como um dos principais vetores de desenvolvimento do entretenimento ao vivo no país. Para mais informações, acesse opusentretenimento.com.
 
SOBRE A EPSON 
A Epson é líder mundial em tecnologia, com uma filosofia de inovação eficiente, compacta e precisa que enriquece a vida das pessoas e contribui para um mundo melhor. A empresa se concentra em resolver desafios sociais por meio de inovações em impressão para casa e escritório, impressão comercial e industrial, manufatura, comunicação visual e estilo de vida. O objetivo da Epson é alcançar a neutralidade em carbono e eliminar o uso de recursos não renováveis do subsolo, como petróleo e metais, até 2050.
 
Liderada pela Seiko Epson Corporation, com sede no Japão, o Grupo Epson gera vendas globais anuais superiores a 1 trilhão de ienes. global.epson.com/
 
A Epson America, Inc., com sede em Los Alamitos, Califórnia, é a subsidiária regional da Epson para os Estados Unidos, Canadá e América Latina. Para mais informações sobre a Epson, visite: latin.epson.com. Também é possível conectar-se com a Epson América Latina pelo Facebook (facebook.com/EpsonLatinoamerica), X (x.com/epsonlatin), YouTube (youtube.com/epsonlatinoamerica), e Instagram (instagram.com/EpsonLatinoamerica).
 
SERVIÇO SÃO PAULO
Opus Entretenimento, Jeito do Mato e seus empresários Marco Serralheiro e Marcelo Maia orgulhosamente apresentam Paula Fernandes em 30 e Poucos Anos
Data: 16 de abril de 2026
Local: Vibra São Paulo
Endereço: Av. das Nações Unidas, 17955 - próximo a estação Santo Amaro
Horário: 20h (abertura da casa)
Acessibilidade
Ar-condicionado
Classificação: 18 anos. Menores de 18 anos, somente poderão entrar acompanhados dos pais ou responsáveis.
 
Setores e valores (inteira):
Pista Lote 1: R$ 220,00
Poltrona I: R$ 380,00
Poltrona II: R$ 350,00
Camarote Setor I: R$ 500,00
Camarote Setor II: R$ 460,00
Plateia Superior I: R$ 140,00
Plateia Superior II: R$ 120,00
Plateia Superior III: R$ 100,00
 
Ingresso Online: Uhuu.com e pontos autorizados
 
Estacionamento Vibra São Paulo:
Para maior comodidade, os clientes podem adquirir o estacionamento conveniado no local de forma antecipada através do link: https://uhuu.com/evento/sp/sao-paulo/estacionamento-vibra-sao-paulo-12536


Créditos: Costábile Salzano







Em novo livro infantil, Maíra Azevedo celebra identidade e ancestralidade negra

 Obra apresenta de forma lúdica referências da cultura afro-brasileira como Abdias do Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Gilberto Gil, fortalecendo a identidade das crianças

                                      Maíra Azevedo (divulgação) 



Atriz e apresentadora Maíra Azevedo lança seu segundo livro infantil, A Menina do Cabelo Mágico, pela Editora Malê. A obra aprofunda o trabalho da autora na literatura voltada à infância ao abordar temas como identidade, pertencimento e autoaceitação a partir da valorização da ancestralidade negra e de referências fundamentais da cultura brasileira.

 

Na história, o cabelo da personagem principal se transforma em um elemento simbólico de conexão com a própria identidade e com importantes personalidades da história e da cultura afro-brasileira. Nomes como Abdias do Nascimento, Carolina Maria de Jesus e Gilberto Gil aparecem ao longo da narrativa como referências que ajudam a construir, de maneira lúdica e acessível, um repertório de memória, orgulho e pertencimento para as crianças.
 

“O livro nasce do desejo de apresentar às crianças referências que muitas vezes não chegam até elas na infância. É uma forma de dizer que a nossa história é rica, criativa e cheia de potência. Quando uma criança se reconhece nessas histórias, ela se sente autorizada a existir com mais confiança", afirma Maíra.
 

Com linguagem sensível e poética, A Menina do Cabelo Mágico dialoga com crianças, famílias e educadores ao reforçar a importância da representatividade desde cedo e ao ampliar o imaginário infantil com referências positivas da cultura negra. As ilustrações são assinadas por Ray Lima, que traduz visualmente a força simbólica da narrativa, valorizando elementos culturais e afetivos presentes no texto.
 

A obra conta ainda com um texto de apresentação assinado por Lázaro Ramos. “Mais uma vez Maíra Azevedo nos presenteia com uma semente para deixar a vida das nossas crianças melhor, mais bonita e mais rica. O presente celebra, o futuro agradece e o passado se orgulha”, escreve o ator, escritor e cineasta.
 

O lançamento dá continuidade à trajetória de Maíra Azevedo na literatura infantil, iniciada com A Menina Que Não Sabia Que Era Bonita, também publicado pela Editora Malê. O primeiro livro, inspirado em sua própria infância e na relação com sua filha, tornou-se referência ao tratar de autoestima e representatividade para meninas negras e contou com prefácio assinado por Ivete Sangalo e Taís Araujo.

A Menina do Cabelo Mágico já está disponível no site da Editora Malê e nas principais livrarias do país.
 

Créditos: Lais Araujo  



Estreia de“Alceu Valença 80 Girassóis” acontecerá no Rio de Janeiro

 A cidade sediará o primeiro show da turnê pelo Brasil, na Farmasi Arena, no dia 14 de março. Os ingressos já estão à venda

Crédito: Rodrigo Mazuco (Divulgação/PECK)

ALCEU VALENÇA comemora oito décadas de vida em 2026, ligado em infinitos volts de energia limpa, renovada e solar. Para comemorar a data, a turnê 80 GIRASSÓIS vai percorrer dez cidades brasileiras, a partir de março, e no dia 14 de março chega ao Rio de Janeiro, na Farmasi Arena. É Alceu no auge da forma, com todo o seu impressionante vigor em cena, há oitenta anos girando em torno do astro-rei.

 

A turnê ALCEU VALENÇA 80 GIRASSÓIS que conta com patrocínio master do Banco do Brasil, produzida pela PECK e MV Produções também vai passar por São Paulo (28/03), Salvador (10/04), Florianópolis (18/04), Curitiba (25/04), Brasília (09/05), Recife (15/05), Fortaleza (23/05), Belém (30/05) e Belo Horizonte (20/06). Além dos shows, o projeto ALCEU VALENÇA 80 GIRASSÓIS levará a algumas cidades atividades como exposição de artes plásticas e mostra de filmes.

 

Montado no futuro do indicativo, o cantor sobrevoa a própria trajetória artística, da década de 1970 aos dias atuais. A saga musical de Valença revisita os primeiros tempos de estrada e encontra em “Espelho Cristalino”, com contornos de toada e baião, é pioneira na causa ambiental. Pela luz que incendeia seu ofício, cabe ao poeta alertar que “essa rua, sem céu, sem horizontes, foi um rio de águas cristalinas”.

 

Criando calo em pé caminhador, percorre as vias do sertão em “Cabelo no Pente” e “Cavalo de Pau”, entre ruas do passado e ondas de puro éter espalhadas pelo milharal. Desde os tempos da Fazenda Riachão, que pertenceu a seu pai, em São Bento do Una, agreste de Pernambuco, o menino Alceu teve nas festas, feiras e vaquejadas do Nordeste profundo a mesma fonte absorvida por Luiz Gonzaga para formatar os gêneros que desembocaram no forró. Seu Luiz, por sinal, deu a definição certeira do som de Alceu, já nos anos 80: “é uma banda de pífanos elétrica”. O legado do rei do baião se faz presente nas recriações de “Pagode Russo” e “Sabiá”, esta com leve sotaque lusitano, a provar que o fado português e a toada nordestina sempre dão psiu entre si.

 

Por ruas, estradas e caminhos ensolarados, o cantor nos leva a Recife, tema de “Pelas ruas que Andei” e “Belle de Jour”, recentemente revisitada em dueto com a cantora francesa Zaz. Só mesmo Alceu para desembarcar a musa da nouvelle vague francesa em plena praia de Boa Viagem na tarde de um domingo azul (e hoje a canção é mais famosa que o filme que a inspirou). Dizem que até a garota de Ipanema tem uma pontinha de ciúmes da Belle de Jour.

 

Do Recife ao carnaval de Olinda, o frevo, o maracatu e as cirandas disseminam sua vibração avassaladora. Há mais de uma década, Alceu comanda o bloco “Bicho Maluco Beleza” pelas ruas de São Paulo, e agora também do Recife, com cerca de um milhão de foliões felizes em cada evento. Parte dessa atmosfera pode ser conferida na turnê 80 Girassóis, com um módulo dedicado ao Alceu carnavalesco. Porque em Olinda é sem igual.

 

Ao longo de toda a carreira, Alceu se notabiliza por cultivar as sonoridades do Brasil e do Nordeste em linguagem contemporânea, urbana, e com irresistível apelo para as massas. As projeções, com direção de Rafael Todeschini, vislumbram os diversos grafismos oníricos da obra do artista.

 

Com notável capacidade de renovar seu público, canções como “Anunciação”, “Tropicana”, “Belle de Jour”, “Como Dois Animais”, “Coração Bobo”, atravessam o tempo, recicladas a cada geração. Com 200 milhões de acessos no Spotify, “Anunciação” é cantada em estádios dentro e fora do Brasil, enquanto “Belle de Jour” possui mais de 300 milhões de visualizações no YouTube. “Tropicana” ultrapassa a marca de 100 milhões de ouvintes no Spotify.

 

De “Espelho Cristalino” ao “Táxi Lunar”, Alceu sempre quer fazer a gente voar. Na poética, no espaço rítmico, na inventividade sem limites da canção, no tempo que mesmo virado ao avesso não se pode mensurar:

 

- Sou um eterno menino, me sinto com oitenta ao contrário, oito anos talvez. Ou o oito traçado na horizontal, que é o símbolo do infinito. Minha mãe dizia: ‘meu filho, você veio ao mundo para levar alegria às pessoas’. É uma espécie de missão”, celebra o mais jovem oitentão da música brasileira.

 

ALCEU VALENÇA apresenta a turnê 80 GIRASSÓIS acompanhado por Tovinho (teclados e direção musical), Cássio Cunha (bateria), Zi Ferreira (guitarra), Nando Barreto (baixo), André Julião (sanfona), Costinha (flautas). Participação: Lui Coimbra (violas e violoncelo) e Natalia Mitre (percussão).

 

As vendas gerais já estão abertas, e os ingressos podem ser adquiridos através do site alceuvalenca.com.br, com parcelamento disponível em até 12x.

 

Identidade visual: Oblíquo

Projeto videográfico e direção de arte: Oblíquo & Radiográfico

Figurinos: Isabela Capeto

Realização: Peck Produções e Tropicana Produções

 

ALCEU 80 GIRASSÓIS - agenda Brasil

 

Rio de Janeiro - Farmasi Arena - 14 de março de 2026
 

São Paulo - Parque Villa Lobos - 28 de março de 2026

 

Salvador - Concha Acústica - 10 de abril de 2026

 

Florianópolis - Stage Music Park - 18 de abril de 2026

 

Curitiba - Igloo - 25 de abril de 2026

 

Brasília - CCBB - 09 de maio de 2026

 

Recife - Classic Hall - 15 maio de 2026

 

Fortaleza - CFO - 23 de maio de 2026

 

Belém - Hangar Centro de Convenções - 30 de maio de 2026

 

Belo Horizonte - Be Fly - 20 de junho de 2026

 

Serviço

Alceu Valença 80 Girassóis - Rio de Janeiro

Dia: 14 de março

Horário: 19h

Local: Farmasi Arena: Av. Embaixador Abelardo Bueno, 3401 - Barra Olímpica

Valores:

Arquibancada Nível 3: a partir de R$70; solidária: a partir de R$100;

Arquibancada Nível 1: a partir de R$125; solidária: a partir de R$180;

Área Premium: a partir de R$165; solidária: a partir de R$240;

Camarotes 07, 10 e 13: a partir de R$225;

Vendas: Link 

 


Créditos: Ana Luiza Prince  





Um ano para redefinir prioridades

 Novo devocional de Michel Simplício propõe prática diária da fé e reorganizar a rotina

Divulgação | Editora Vida


Notificações, prazos, trânsito, família, cobranças: com o tanto de coisas para fazer e lidar, a sensação é de que o dia termina antes mesmo de começar. Priorize Deus 2026, novo devocional do pastor Michel Simplício pela Editora Vida, chega ao leitor como resposta a esse cansaço coletivo que empurra a espiritualidade para os intervalos. Isso quando sobra algum.

Para Simplício, esse ritmo acelerado afasta os fiéis dos momentos de silêncio e escuta espiritual. “Vivemos em um mundo em que muitas vozes disputam nossa atenção. Entre compromissos, preocupações e distrações, é fácil deixar o tempo com Deus em segundo plano”, observa. “Mas é justamente nesses dias agitados que mais precisamos ouvir a voz do Pai”, completa.

O devocional oferece um roteiro diário para reorganizar uma vida mais centrada na fé, com 365 reflexões que cabem na rotina real. Cada página traz perguntas, espaços para anotações e estímulos à aplicação prática. A experiência também se estende ao ambiente digital: por meio de QR Codes, o leitor acessa mais de 3,2 mil minutos de ministrações em áudio, em uma jornada que envolve leitura, escuta e reflexão contínua ao longo do ano.

Com formação em Teologia, experiência como atleta profissional e atuação pastoral, Michel Simplício construiu uma linguagem acessível e conectada à realidade brasileira. Após as edições anteriores de Priorize Deus e da versão infantil, esta nova publicação consolida um projeto já reconhecido pelo público, agora disponível nas versões mocha, em edição limitada, e marrom.

Ficha técnica:
Título
: Devocional Priorize Deus 2026
Subtítulo: Devocionais Diários Para 365 Dias
Autor: Michel Simplicio
Editora: Vida
Páginas: 400
Formato: 15,3 x 22,8 cm
ISBN: 978-65-5584-780-2 (Marrom)
ISBN: 978-65-5584-781-9 (Mocha)
Cores: mocha (edição limitada) e marrom
Preço: R$ 99,90
Onde encontrar: site da Editora VidaAmazon e principais livrarias do país

Divulgação | Editora Vida


Sobre o autor: Michel Simplício é casado com Letícia Rossetto e pai de Mateus e Débora, assumiu o compromisso de impulsionar pessoas ao desenvolvimento de um relacionamento íntimo, pessoal e diário com o Senhor. Bacharel em Teologia Eclesiástica, conferencista e escritor, também possui uma bela história como atleta profissional de futebol, área na qual alcançou muitas pessoas para Jesus Cristo no Brasil, na Europa e na Ásia. Atualmente, dedica-se com zelo, intensidade e paixão ao cuidado direto e indireto de milhares de vidas.

Instagram@michelsimplicio | @priorizedeus.oficial

Sobre a editora: A Editora Vida oferece títulos nas áreas infantil, jovem, relacionamentos, espiritualidade, vida cristã, ficção, acadêmicos e bíblias. Com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas, promove o crescimento espiritual do leitor. Com mais de 60 anos de destaque na publicação e venda de literatura cristã, também se firma como relevante distribuidora de Bíblias, em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas.

Instagram@editora_vida


Créditos: Luísa Santini



Livro narra a travessia de uma esposa ao lado do Alzheimer

 "Eu, Ele e o Alzheimer: A segunda fase da minha vida" é uma história sobre amor, permanência e reconstrução quando a memória começa a desaparecer

Divulgação / Literare Books International


"Eu, Ele e o Alzheimer: A segunda fase da minha vida" é uma história sobre amor, permanência e reconstrução quando a memória começa a desaparecer

A vida de Francimar Pinto mudou definitivamente em 2016. O marido, companheiro de décadas, entrou na fase grave do Alzheimer. Aos poucos, ele começou a esquecer pequenas coisas. Depois, esqueceu conversas. Rotinas. Partes de si. O que se apaga primeiro, nesses casos, não é apenas a memória: é a referência de quem se foi.

É dessa travessia silenciosa que nasce “Eu, Ele e o Alzheimer”, lançado pela Literare Books International. Em 176 páginas, a autora conduz o leitor por uma jornada que mistura amor, dor, violência psicológica, amadurecimento emocional e o cotidiano exaustivo e, muitas vezes invisível, de quem cuida.


Antes da doença, a história

O livro começa com o encontro. Francimar tinha 17 anos quando conheceu o homem que se tornaria seu esposo. Ele, 48. A relação nasce da amizade, atravessa rupturas, reencontros e amadurece entre diferenças de idade, expectativas e experiências de vida. O amor, segundo ela, não foi paixão avassaladora, mas construção, “um cultivo diário”.

A narrativa percorre o casamento, a maternidade e os primeiros sinais de uma dinâmica conjugal marcada por controle, insegurança e episódios que hoje ela reconhece como violência psicológica. A autora expõe, com honestidade, os silêncios que sustentam muitas relações e as crenças que aprisionam mulheres: medo de julgamento, culpa, necessidade de aceitação.

Psicóloga, mestre em Comunicação, pós-graduada em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental, a autora revisita a própria história com o olhar técnico que adquiriu ao longo da formação. O texto alterna lirismo e análise, memória e reflexão, sem perder o fio humano da experiência. 


O nome da dor

Quando o Alzheimer se instala, o livro muda de tom. O leitor passa a acompanhar não apenas a evolução clínica da doença, mas o impacto emocional em quem permanece.

A obra descreve o que raramente aparece nos manuais: a solidão do cuidador, o luto antecipado, as despedidas que acontecem em vida. Não se trata apenas de acompanhar um corpo que envelhece, mas de assistir à dissolução progressiva da identidade de quem se ama.

O título não é casual. “Eu, Ele e o Alzheimer” aponta para um terceiro elemento que invade a relação. A doença deixa de ser um diagnóstico e passa a ocupar a casa, a rotina, a intimidade. É presença constante.

Ao mesmo tempo, a autora registra os pequenos instantes de ternura que resistem: um olhar, um gesto, um reconhecimento fugaz. São esses fragmentos que sustentam a permanência. 

A narrativa também funciona como um convite à reflexão social. Em um país que envelhece rapidamente, o livro expõe a urgência de discutir o cuidado, o suporte às famílias e a saúde mental de quem assume a função de cuidador.

Francimar não romantiza o processo. Fala do cansaço, do medo, das dúvidas e da própria reconstrução. “Eu não escolhi ser cuidadora. A vida me chamou”, escreve no prefácio. Ao aceitar o chamado, diz ter descoberto versões de si que desconhecia: mais fortes, mais frágeis, mais humanas.

A obra aborda vínculos, ressignificação e empatia. Mostra que é possível encontrar beleza no meio da dor, ainda que essa beleza seja discreta, quase sussurrada.

 

A segunda fase da vida

O subtítulo “A segunda fase da minha vida” resume o sentido do livro: o relato de uma mulher que se reinventa quando o roteiro original deixa de existir.

Entre memórias, conflitos e aprendizado, “Eu, Ele e o Alzheimer” se consolida como um testemunho necessário. Tocante sem ser melodramático, técnico sem perder a sensibilidade, o livro amplia o debate sobre envelhecimento, relações conjugais e saúde emocional.

A obra fala sobre permanência. Sobre amar quando a memória falha. Sobre cuidar mesmo quando o outro já não reconhece quem está ao lado. E, sobretudo, sobre continuar existindo enquanto se cuida.


Divulgação / Literare Books International





A vida de Francimar Pinto mudou definitivamente em 2016. O marido, companheiro de décadas, entrou na fase grave do Alzheimer. Aos poucos, ele começou a esquecer pequenas coisas. Depois, esqueceu conversas. Rotinas. Partes de si. O que se apaga primeiro, nesses casos, não é apenas a memória: é a referência de quem se foi.

É dessa travessia silenciosa que nasce “Eu, Ele e o Alzheimer”, lançado pela Literare Books International. Em 176 páginas, a autora conduz o leitor por uma jornada que mistura amor, dor, violência psicológica, amadurecimento emocional e o cotidiano exaustivo e, muitas vezes invisível, de quem cuida.


Antes da doença, a história

O livro começa com o encontro. Francimar tinha 17 anos quando conheceu o homem que se tornaria seu esposo. Ele, 48. A relação nasce da amizade, atravessa rupturas, reencontros e amadurece entre diferenças de idade, expectativas e experiências de vida. O amor, segundo ela, não foi paixão avassaladora, mas construção, “um cultivo diário”.

A narrativa percorre o casamento, a maternidade e os primeiros sinais de uma dinâmica conjugal marcada por controle, insegurança e episódios que hoje ela reconhece como violência psicológica. A autora expõe, com honestidade, os silêncios que sustentam muitas relações e as crenças que aprisionam mulheres: medo de julgamento, culpa, necessidade de aceitação.

Psicóloga, mestre em Comunicação, pós-graduada em Neuropsicologia e Terapia Cognitivo-Comportamental, a autora revisita a própria história com o olhar técnico que adquiriu ao longo da formação. O texto alterna lirismo e análise, memória e reflexão, sem perder o fio humano da experiência. 


O nome da dor

Quando o Alzheimer se instala, o livro muda de tom. O leitor passa a acompanhar não apenas a evolução clínica da doença, mas o impacto emocional em quem permanece.

A obra descreve o que raramente aparece nos manuais: a solidão do cuidador, o luto antecipado, as despedidas que acontecem em vida. Não se trata apenas de acompanhar um corpo que envelhece, mas de assistir à dissolução progressiva da identidade de quem se ama.

O título não é casual. “Eu, Ele e o Alzheimer” aponta para um terceiro elemento que invade a relação. A doença deixa de ser um diagnóstico e passa a ocupar a casa, a rotina, a intimidade. É presença constante.

Ao mesmo tempo, a autora registra os pequenos instantes de ternura que resistem: um olhar, um gesto, um reconhecimento fugaz. São esses fragmentos que sustentam a permanência. 

A narrativa também funciona como um convite à reflexão social. Em um país que envelhece rapidamente, o livro expõe a urgência de discutir o cuidado, o suporte às famílias e a saúde mental de quem assume a função de cuidador.

Francimar não romantiza o processo. Fala do cansaço, do medo, das dúvidas e da própria reconstrução. “Eu não escolhi ser cuidadora. A vida me chamou”, escreve no prefácio. Ao aceitar o chamado, diz ter descoberto versões de si que desconhecia: mais fortes, mais frágeis, mais humanas.

A obra aborda vínculos, ressignificação e empatia. Mostra que é possível encontrar beleza no meio da dor, ainda que essa beleza seja discreta, quase sussurrada.


A segunda fase da vida

O subtítulo “A segunda fase da minha vida” resume o sentido do livro: o relato de uma mulher que se reinventa quando o roteiro original deixa de existir.

Entre memórias, conflitos e aprendizado, “Eu, Ele e o Alzheimer” se consolida como um testemunho necessário. Tocante sem ser melodramático, técnico sem perder a sensibilidade, o livro amplia o debate sobre envelhecimento, relações conjugais e saúde emocional.

A obra fala sobre permanência. Sobre amar quando a memória falha. Sobre cuidar mesmo quando o outro já não reconhece quem está ao lado. E, sobretudo, sobre continuar existindo enquanto se cuida.

Francimar Pinto
Divulgação / Literare Books International



Créditos: Débora Luz



Discutir redução da jornada de trabalho traz consequências diretas e indesejáveis para o varejo e serviços

 

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem

Por Marcos Gouvêa de Souza, fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem

Produtividade é o único caminho provado de evolução do bem-estar social para permitir geração e distribuição de riqueza. Esse tema precisa ser analisado numa perspectiva mais abrangente e estratégica, sem qualquer partidarismo político e ideológico e considerando o que é importante para a Nação.

O debate sobre jornada nesta altura do jogo ignora, com claro objetivo eleitoreiro, a variável central do quanto o Brasil e a população ganhariam se melhorássemos a produtividade antes de reduzir dias e horas trabalhados.

E os números mostram o quanto é míope a visão de que se possa reduzir jornadas e horas trabalhadas antes de produzir e distribuir.

A produtividade média no Brasil é das mais baixas quando comparada aos países da OCDE e, até mesmo, em relação a alguns países da América do Sul.

Discutir jornada neste momento é inoportuno, míope e eleitoreiro. E traz consequências diretas e indesejáveis para o varejo e serviços.

Fatos e números

A forma usual de medir produtividade para países é a produção total medida pelo PIB e considerando o volume de trabalho em termos médios por horas ou pessoas empregadas.

Para comparar diferentes economias, usa-se o PIB por hora trabalhada em US$ ajustado por PPP – Paridade de Poder de Compra.

O PIB brasileiro está na ordem de R$ 10 trilhões. Com cerca de 100 milhões de pessoas ocupadas e, usando esses critérios, em média, o trabalhador brasileiro produz cerca de US$ 21,2 por hora trabalhada, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho.

Esse dado coloca o Brasil, uma das 10 maiores economias do mundo, na 94ª posição entre os 184 países avaliados e até abaixo de outros da América do Sul.

Na média dos países da OCDE, a produtividade por hora, dentro dos mesmos critérios, está em torno de US$ 70. Na Irlanda, esse valor é de US$ 149,3; na Noruega, de US$ 132,3; nos EUA, de US$ 97; na Alemanha, de US$ 93,8; na Holanda, de US$ 94,4; e, na Suécia, de US$ 89,2.

Na América do Sul, pelo mesmo critério e fonte, o Uruguai atinge US$ 38, o Chile, US$ 34,4; e a Argentina, US$ 33,8.

Diagnóstico objetivo

Reduzir horas não gera mais riqueza e nem bem-estar social de forma automática, pois a pergunta essencial não é feita: já produzimos o suficiente para sustentar essa redução?

Produtividade é função de capital investido por trabalhador, tecnologia incorporada, competência na gestão de negócios, escalas alcançadas e, principalmente, qualificação profissional.

Em termos muito práticos e diretos, reduzir horas sem esses elementos significa aumentar custo unitário dos produtos, pressionar despesas, forçar aumento de preços, gerar inflação, além de reduzir competitividade e, de quebra, estimular a informalidade.

E temos a questão que envolve a discrepância entre setores econômicos em termos de eficiência, desempenho, resultados e produtividade. Ela deveria desestimular, por absoluto bom senso, qualquer forma de imposição generalista de normais desprezando as diferenças setoriais e regionais.

Retrato setorial brasileiro

Usando dados comparativos das Contas Nacionais e tomando como parâmetro a produtividade como a relação entre o Valor Adicionado Bruto e o número de horas trabalhadas daquele setor, e considerando o Brasil como índice 100, temos comparações setoriais que mostram sensíveis diferenças.

O setor de Petróleo & Gás tem produtividade na faixa 350–500; o Sistema Financeiro, de 250 a 300; Energia, 220 a 260; Indústria de Transformação, 120 a 150; Agropecuária, 110 a 140; Comércio e Varejo, 60 a 80; e Serviços Pessoais, 40 a 60.

Na prática, a constatação é que setores intensivos em capital e tecnologia são mais eficientes e atividades dependentes de mão de obra derrubam a média.

E é exatamente nos setores do comércio, varejo e serviços pessoais que a redução de jornada teria maior impacto de custos, desequilíbrio e estímulo à informalidade.

Bem-estar não nasce da redução de horas trabalhadas. O fator fundamental é a capacidade de gerar renda sustentável.

Países que reduziram jornada ao longo da história o fizeram depois de ganhos relevantes de produtividade e não atropelaram o processo. Exemplos de Alemanha, Estados Unidos, Dinamarca, Holanda e Coréia do Sul mostram de forma clara esse processo.

Tentar inverter essa ordem, seja com que pretexto for, vai produzir desequilíbrio e distorções, pressionar a inflação e estimular a informalidade, em especial no setor trabalhista. Sem considerar o aumento do Custo Brasil e a perda da competitividade no cenário internacional. E sem falar no aumento inevitável na litigância trabalhista.

Importante lembrar que vivemos um momento de apagão de mão de obra com um dos menores índices de desemprego da série histórica e ainda com a distorção gerada pelos programas assistenciais, em especial o Bolsa Família, que atende perto de 20 milhões de famílias envolvendo pouco mais de 50 milhões de pessoas.

Programas como Bolsa Família são fundamentais para reduzir problemas sociais, mas como está configurado reduz o estímulo ao trabalho e o desenvolvimento profissional e traz indesejável distorção, pois inibe o emprego formal, aumenta a informalidade e reduz a contribuição previdenciária, incubando uma situação que se tornará explosiva à frente.

Reduzir horas e jornadas, proposta cativante e atraente usada com objetivos eleitoreiros, deveria ser de forma objetiva e estratégica uma consequência do aumento da produtividade e da prosperidade. E não o inverso.

O Brasil não precisa trabalhar menos. Precisa produzir mais, com mais tecnologia, capacitação, investimentos e eficiência. Elementos que são críticos no setor privado, mas que na absoluta maioria das vezes são minimizados no setor público.

A redução da jornada, da forma como está proposta neste momento, tem como maior mérito deslocar a discussão de temas sensíveis para algo que demanda análise muito mais profunda, estrutural e estratégica, e sem inversão de premissas.

De forma abrangente e pensando na Nação, sem produtividade a redução de jornada é custo e distorção. Com eficiência, capacitação, tecnologia e produtividade, será consequência natural.

 

Marcos Gouvêa de Souza é fundador e diretor-geral da Gouvêa Ecosystem

 

SOBRE A GOUVÊA ECOSYSTEM

A Gouvêa Ecosystem é um ecossistema de consultorias, soluções e serviços que atua em todas as frentes do setor de consumo, varejo e distribuição. Fundada em 1988, é referência no Brasil e no mundo por sua visão estratégica, atuação prática e profunda compreensão do setor. É membro do Ebeltoft Group, consórcio global de consultorias especializadas em varejo. Saiba mais em: https://gouveaecosystem.com


Créditos: Renata Rebesco