Filmes inspirados em livros estão entre os concorrentes ao Oscar 2026

 Adaptações e produções baseadas no universo literário reforçam o diálogo entre páginas e telões na premiação

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O Brasil vive um momento de destaque no cinema internacional, com cinco indicações ao Oscar 2026. A premiação acontece no dia 15 de março, e o país concorre em categorias importantes, evidenciando o fortalecimento do audiovisual nacional no cenário global. Esse reconhecimento desperta a curiosidade sobre a origem das produções indicadas. Nesse cenário, a Disal, referência no mercado editorial, criou uma seleção que convida os leitores a entenderem a relação dos filmes com as obras literárias.

Ao longo da história do Oscar, assim como na edição atual, as adaptações de livros ganham destaque nas categorias de melhor filme, roteiro, adaptação e atuação. A escrita segue inspirando cineastas interessados em transformar histórias já consagradas entre os leitores em experiências audiovisuais.

Entre os títulos brasileiros indicados ao Oscar esse ano, está “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho, e indicado a quatro categorias: Melhor filme, melhor ator, com Wagner Moura, melhor filme internacional e melhor seleção de elenco. A obra chama a atenção pela força da narrativa original, fruto da criação do cineasta, que mergulha em contextos históricos, sociais e políticos, ligados ao período da Ditadura Militar brasileira.

O Brasil ainda teve uma conquista inédita com a indicação de Adolpho Veloso na categoria de melhor fotografia pelo seu trabalho no filme Sonhos de Trem (Train Dreams), dirigido por Clint Bentley. O trabalho foi uma adaptação do romance escrito pelo americano Denis Johnson, que retrata a vida de um lenhador dos Estados Unidos e explora temas de memória, isolamento e transformações sociais.

Ao ampliar o olhar para o cenário internacional, a relação entre literatura e cinema permanece na posição central do Oscar, com Frankenstein, baseada no clássico de Mary Shelley; Hamnet, adaptado do romance de Maggie O’Farrell; e Uma Batalha Após a Outra (One Battle After Another), inspirado no romance Vineland de Thomas Pynchon.

Em um ano emblemático para o cinema brasileiro, o Oscar evidencia a força das histórias originais nacionais, que alcançaram reconhecimento internacional, ao mesmo tempo que reforça a permanência da literatura como base criativa para o cinema mundial. Enquanto não chega a esperada noite de premiações, a Disal indica obras para aproximar os leitores das produções audiovisuais:

  • O Agente Secreto

Neste roteiro original do filme escolhido para representar nosso país no Oscar,  Kleber Mendonça Filho, premiado diretor de O som ao redor, Aquarius e Bacurau, nos conduz por uma história de espionagem e ação bem brasileira. Somos guiados por um Recife ao mesmo tempo carnavalesco e sombrio, uma Gotham City tropical onde o absurdo se confunde com o cotidiano.

Disponível em: https://www.disal.com.br/produto/8953023-O-AgenteSecreto

 

  • Frankenstein, Ou O Prometeu Moderno

Escrito numa noite tempestuosa de 1816 por uma jovem de apenas dezoito anos, Frankenstein não é só o ponto de partida da ficção científica, é uma história sobre ambição, solidão e o preço de desafiar os limites da criação. Clássico absoluto da literatura gótica e do horror, a obra-prima de Mary Shelley chega ao selo Planeta Minotauro em uma edição especial, com ilustrações de Amanda Miranda e prefácio de Cláudia Fusco.

Disponível em: https://www.disal.com.br/produto/8955001-Frankenstein-Ou-O-PrometeuModerno

 

  • Vineland

Epopéia pós-moderna, aventura californiana cheia de humor e lirismo surpreendentes. Em meio às ondas da onipresente TV, os olhos de uma cinerrevolucionária enlouquecem homens como o hippie Zoyd e o promotor Brock Vond. Já fazia dezessete anos que Thomas Pynchon, o maior prosador da contracultura americana, não nos abria o seu baú de maquinações.

Disponível em: https://www.disal.com.br/produto/1535598Vineland

 

  • Ainda Estou Aqui

Ganhador do Oscar 2025 na categoria de melhor filme internacional, o livro conta a história de Eunice Paiva, uma mulher de muitas vidas, casada com o deputado Rubens Paiva, que foi cassado e exilado, em 1964. Mãe de cinco filhos, passou a criá-los sozinha quando, em 1971, o marido foi preso por agentes da ditadura, a seguir torturado e morto. Em meio à dor, ela se reinventou.

Disponível em: https://www.disal.com.br/produto/5224454-Ainda-EstouAqui


Créditos: Giulia Marini


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