Movimento ganha força entre companhias de médio porte e impacta acesso a crédito, retorno sobre investimento e previsibilidade financeira.
Empresas brasileiras têm ampliado a adoção de práticas de governança corporativa em meio a um cenário de crédito mais caro e maior pressão por eficiência. Dados do Banco Central do Brasil mostram que a taxa média de juros para empresas segue em patamares elevados em 2025, pressionando o custo de capital e exigindo maior precisão nas decisões financeiras. Ao mesmo tempo, análises da Deloitte indicam que organizações com estruturas formais de governança apresentam maior previsibilidade de resultados e melhor capacidade de gestão de riscos, enquanto a McKinsey & Company aponta que modelos estruturados de decisão podem elevar a eficiência operacional em até 20%.
Esse movimento acompanha a necessidade de empresários tomarem decisões mais precisas sobre investimento, expansão e uso de capital. A formação de conselheiros tem ganhado espaço como instrumento para qualificar essas escolhas e reduzir erros estratégicos que comprometem o retorno financeiro.
Para Farias Souza, administrador de empresas, CEO e fundador da Board Academy, empresa especializada na formação de conselheiros e no desenvolvimento de estruturas de governança, a mudança está diretamente ligada ao custo das decisões. “A empresa cresce, mas as decisões ficam mais caras. Um erro estratégico hoje pode comprometer caixa, margem e até o ritmo de expansão. O conselho entra para reduzir esse risco e melhorar a qualidade da alocação de recursos”, afirma.
Antes concentrada em grandes corporações, a governança passa a ser adotada por empresas de médio porte, especialmente em fases de expansão. A entrada de conselheiros contribui para estruturar decisões de investimento, organizar prioridades e reduzir a dependência de decisões centralizadas, o que impacta diretamente a eficiência na gestão do capital.
Além disso, a formação desses profissionais tem se consolidado como diferencial competitivo. Programas de capacitação desenvolvem competências em estratégia, finanças e análise de risco, ampliando a capacidade de avaliação de projetos e reduzindo decisões baseadas apenas em intuição.
Segundo o executivo, o principal efeito está na redução de desperdícios financeiros. “Empresas sem governança tendem a investir mal, crescer sem controle e perder eficiência. Quando há um conselho estruturado, as decisões passam por análise, o que melhora o retorno e reduz desperdícios”, diz.
O avanço da governança também influencia o acesso a crédito. Empresas com maior organização e transparência tendem a apresentar menor percepção de risco para instituições financeiras, o que pode facilitar condições de financiamento e expansão. Dados da Federação Brasileira de Bancos indicam que critérios relacionados à gestão e governança estão entre os fatores considerados na análise de risco de crédito corporativo.
Outro impacto direto está na previsibilidade financeira. Com decisões mais estruturadas, empresas conseguem alinhar crescimento à capacidade de execução e evitar desequilíbrios comuns em ciclos de expansão acelerada. “Governança não é custo, é proteção de resultado. Ela ajuda a empresa a crescer sem comprometer o caixa e melhora a consistência das decisões no longo prazo”, afirma.
A tendência é que a adoção de governança continue avançando, impulsionada pela pressão por eficiência e retorno sobre investimento. Empresas que estruturam conselhos e processos decisórios tendem a ganhar vantagem competitiva ao reduzir riscos, melhorar a alocação de recursos e sustentar o crescimento com maior previsibilidade financeira.
Fontes consultadas:
Banco Central do Brasil
https://www.bcb.gov.br/
Deloitte
https://www2.deloitte.com/br/
McKinsey & Company
https://www.mckinsey.com/
Federação Brasileira de Bancos (Febraban)
https://portal.febraban.org.
Sobre Farias Souza
Farias Souza é administrador de empresas, reconhecido como “O Mentor dos Empresários” e atua no desenvolvimento de empreendedores e líderes que buscam crescer, escalar e transformar suas empresas com método, cultura e governança. Ao longo de sua trajetória, consolidou uma abordagem baseada em estrutura, clareza e execução, com o objetivo de tirar empresários do operacional e posicioná-los como estrategistas de seus próprios negócios.
Nos últimos anos, já formou, mentorou e desenvolveu mais de 10.500 empresários e conselheiros, contribuindo para a construção de empresas mais rentáveis, sustentáveis e preparadas para o futuro. Parte desses profissionais saiu de contextos de estagnação para ciclos consistentes de crescimento, com equipes mais maduras e modelos de gestão capazes de sustentar a expansão com controle e liquidez.
Com mais de três décadas de experiência em multinacionais como Walmart, Leroy Merlin, Burger King e McDonald’s, acumulou vivência direta em desafios relacionados à escala, cultura organizacional e performance em ambientes de alta complexidade. Essa trajetória consolidou a visão de que crescimento sem método depende de circunstâncias, enquanto crescimento estruturado é resultado de estratégia.
Como CEO e fundador da Board Academy, lidera uma iniciativa voltada à formação de líderes e empresários preparados para conduzir negócios com visão, execução e governança proativa. A empresa foi criada com o propósito de profissionalizar o ecossistema empresarial brasileiro, apoiando empreendedores na construção de estruturas de crescimento previsível, baseadas em processos, métricas e cultura de liderança.
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Sobre a Board Academy
A Board Academy é uma edtech global especializada na formação e certificação de conselheiros, executivos e empresários. Fundada por Farias Souza, atua há cinco anos no fortalecimento da governança corporativa e no desenvolvimento de lideranças no Brasil e na América Latina.
A instituição oferece formação executiva, certificações, mentorias e networking estratégico para empresários e decisores que buscam negócios mais rentáveis, sustentáveis e preparados para crescer com controle. Seu foco está em temas como expansão, sucessão, performance, cultura organizacional e inovação, contribuindo para elevar o nível da gestão e dos conselhos empresariais no longo prazo.
Para mais informações, acesse o site, Instagram e linkedin
Créditos: Carolina Lara


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