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Luciano Subirá lança livro que confronta a igreja brasileira: "nunca tivemos tanto conhecimento e tão pouca prática"

Em "O Caminho da Obediência", o pastor e fundador da Orvalho.com sistematiza a doutrina bíblica da obediência e argumenta que o evangelho não termina no perdão, mas restaura aquilo que se perdeu no Éden

 Divulgação | Editora Vida


Escrito em nove dias, após um período de jejum e oração no início de 2024, o novo livro de Luciano Subirá — pastor há mais de três décadas e fundador da Orvalho.com, ministério de ensino bíblico sediado em Curitiba — nasce de um incômodo pastoral que ele descreve logo nas primeiras páginas: “Creio que nunca tivemos tanto conhecimento, tanto acesso à informação e tanta revelação das Escrituras e, ao mesmo tempo, temos nos tornado uma geração de crentes ‘cabeções’. A cabeça, cheia de teoria, desenvolveu-se; porém, o corpo, limitado a tão pouca prática da Palavra, atrofiou-se".

O Caminho da Obediência: Como viver a verdade em que cremos e que pregamos (Editora Vida) é uma sistematização da doutrina bíblica da obediência em treze capítulos, que percorrem o mandamento no Éden, a dádiva e a limitação da lei, a mudança de lei em Cristo, a capacitação prometida na nova aliança e, por fim, a prática diária que sustenta a caminhada cristã. 

A tese: o evangelho da obediência 

O ponto central do livro é uma correção de rota na forma como o evangelho tem sido pregado. Para Subirá, reduzir as boas-novas à remoção da condenação é “torná-lo manco”: “O objetivo da redenção não é apenas perdoar a desobediência cometida, mas restaurar a obediência perdida".

Ele apoia o argumento no episódio da mulher apanhada em adultério: o “também eu não a condeno” de Jesus vem acompanhado de um “vá e não peque mais” (João 8.11). “Quando enfatizamos demais um princípio, corremos o risco de silenciar outro”, escreve o autor. “‘Não a condeno’ não anula o ‘não peque mais’.” 

A partir daí, o livro trata a graça não como permissão, mas como capacitação. “Jesus jamais ordenaria algo impossível”, afirma Subirá. Na antiga aliança havia incapacidade e falência; em Cristo, há perdão e poder para viver em obediência. 

Um tema em falta nos púlpitos 

Subirá observa que a palavra “obediência” se tornou escassa na pregação contemporânea e recorre a Andrew Murray para dizer o que pensa: “Eu suspeito que a Igreja não tem dado a esta palavra obediência a importância que Cristo deu". 

O livro dedica um capítulo inteiro ao que o autor chama de padrões distorcidos de obediência, modelos que “embora pareçam piedosos, são na verdade prejudiciais e perigosamente enganosos”. São quatro: a obediência aparente, a parcial, a temporária e o orgulho da obediência. Sobre a primeira, ele é direto: “Não adianta passar horas em um templo, ouvir a Palavra com atenção, dizer ‘amém’ a tudo o que Deus requer — se não houver obediência real".

A inclinação e as disciplinas espirituais 

A parte final da obra é a mais prática. Partindo de Romanos 8.5-8: “os que vivem segundo o Espírito se inclinam para as coisas do Espírito”. Subirá desenvolve o que chama de “o poder da inclinação”, diante das duas naturezas, cabe ao cristão escolher, diariamente, para qual lado se inclinar. 

O autor insiste que essa escolha não se cumpre pela força de vontade. “Tentamos dominar a inclinação da carne na força da própria carne. Não faz sentido algum!” A saída, segundo ele, está nas disciplinas espirituais: oração, leitura e meditação bíblica, louvor e adoração, e jejum, que ele apresenta na linha de John Wesley, como “meios da graça”: canais por onde a graça se manifesta na vida diária, e não obras meritórias. 

Sobre o jejum, a disciplina que considera a mais negligenciada, Subirá fala a partir de mais de 35 anos de prática pessoal, intensificada nos últimos anos. Recentemente, passou a concentrar várias disciplinas em períodos de jejum prolongado, lendo a Bíblia inteira durante a abstinência e dedicando tempo diário à oração e à adoração. 

A conclusão desse trecho resume a proposta do livro: 

“O que sustenta o cristão e o torna espiritualmente forte não são as experiências espetaculares, mas a perseverança nas disciplinas espirituais, pela fé. Perseverando no ordinário, criamos a base para que o Senhor manifeste o extraordinário."

Obediência se aprende 

Contra a expectativa de transformação instantânea, o último capítulo sustenta que a obediência é progressiva, e usa como argumento o próprio Cristo, que, “embora fosse Filho, aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu” (Hebreus 5.8). “Ninguém amadurece espiritualmente da noite para o dia”, escreve Subirá, que recupera um conselho recebido na adolescência: “Não mire o topo da escada, mire o próximo degrau.” 

O Caminho da Obediência é dedicado a Aela Maria, Fineas John e Kalel Peter — os netos do autor — e, por extensão, a toda a sua descendência. A dedicatória parte de Gênesis 18.19, texto em que Deus designa a Abraão a missão de educar as próximas gerações a andarem em obediência. Em uma “nota de compromisso” na abertura do livro, Subirá promete manter a lista de nomes atualizada nas próximas edições, conforme novos netos chegarem. 

A obra também fecha um arco na produção do autor. Subirá identifica a obediência como o fio condutor entre três livros anteriores — De Todo o Coração (2009, ampliado em 2019), O Impacto da Santidade (2018) e Graça Transformadora (2021) — e retoma, de forma organizada, princípios já trabalhados neles. Esse conjunto foi construído ao longo de mais de quinze anos de ensino na Orvalho.com. E termina com uma pergunta dirigida ao leitor: “Eu fiz minha escolha pela obediência — e decidi continuar escolhendo-a todos os dias. E você?” 

Sobre o autor: Luciano Subirá: é pastor, escritor e idealizador da Orvalho.com, um ministério de ensino bíblico. Autor best-seller no Brasil, tem obras publicadas também em inglês e espanhol. Sua influência se estende ao mundo digital, com programas, vídeos e podcasts que somam milhões de visualizações. Luciano Subirá e sua esposa, Kelly, são pais de Israel e Lissa, e vivem em Curitiba, onde servem como pastores da Comunidade Alcance. 

Instagram@lucianosubira 

Divulgação | Editora Vida

Sobre a editora: Com mais de 60 anos de atuação promovendo o crescimento espiritual do leitor, a Editora Vida é uma das principais casas editoriais cristãs do Brasil. Seu catálogo abrange espiritualidade, ficção, vida cristã, teologia e público infantil e jovem, com enfoque contemporâneo e respeito a obras clássicas. É reconhecida pela publicação de Bíblias em diversas versões, edições especiais e traduções inéditas. 

Instagram@editora_vida 

Créditos: Luísa Santini 

A Cozinha que Existe em Mim: Flavia M. Machioni lança livro sobre alimentação, comportamento e vida real.

 “Com pré-venda a partir de 10 de setembro e lançamento oficial em 10 de outubro, obra reúne histórias pessoais, reflexões, receitas e apresenta o inédito PPP, Pequeno Plano Possível, criado pela autora”.

 

Flavia Machioni - divulgação



Por que, mesmo sabendo cada vez mais sobre alimentação saudável, tantas pessoas ainda encontram dificuldade para transformar informação em hábitos que funcionem na vida real? É a partir dessa inquietação que a comunicadora e criadora de conteúdo Flavia M. Machioni lança seu primeiro livro, A Cozinha que Existe em Mim, pela Editora Gente. A obra entra em pré-venda em 10 de setembro e chega oficialmente ao mercado em 10 de outubro.
 

Resultado de mais de uma década de trabalho de Flavia com alimentação e comportamento, o livro combina experiências pessoais, reflexões sobre a relação com a comida, receitas e ferramentas práticas para mostrar que comer melhor envolve muito mais do que conhecer ingredientes ou aprender novos preparos.

O próprio título traduz um dos principais conceitos da obra. Para Flavia, além da cozinha física existe uma “cozinha interna”, lugar simbólico onde emoções, desejos, cansaço, expectativas e frustrações também são processados e acabam influenciando nossas escolhas. O livro propõe aprender a reconhecer e “habitar” esse espaço interno para compreender melhor a própria relação com a alimentação.
 

A proposta nasceu também da experiência da própria autora. Depois de anos produzindo receitas, ministrando cursos e ensinando organização alimentar, Flavia percebeu que informação, sozinha, não necessariamente transforma comportamento. A constatação a levou a aprofundar seus estudos sobre hábitos e a observar questões como autocobrança, estresse e autoconhecimento.
 

Essa trajetória aparece em A Cozinha que Existe em Mim. Flavia compartilha histórias e aprendizados de diferentes momentos de sua vida e os conecta a reflexões e conceitos sobre comida, rotina, comportamento e autoconhecimento. As receitas entram nessa narrativa não apenas como preparos a serem reproduzidos, mas como parte de uma relação mais ampla com a cozinha e com o cuidado pessoal.
 

A ideia de escrever um livro, aliás, nasceu inicialmente das receitas. Com o tempo, o projeto amadureceu. Depois da maternidade, vivendo no Canadá, Flavia retomou a escrita em sua newsletter no Substack, onde passou a publicar textos sobre situações cotidianas e reflexões acompanhados por receitas. A resposta dos leitores mostrou que havia ali um formato capaz de reunir diferentes dimensões de seu trabalho. Parte desses textos deu origem ao primeiro manuscrito apresentado às editoras.
 

Foi durante o desenvolvimento da obra que nasceu também sua principal ferramenta prática: o inédito PPP, Pequeno Plano Possível, criado por Flavia e apresentado pela primeira vez no livro.
 

O conceito surgiu depois que ela se tornou mãe e percebeu que nem mesmo o método de organização de refeições que havia ensinado durante anos cabia mais em sua rotina. Em vez de perseguir um modelo ideal de alimentação, o PPP propõe observar as condições reais de cada momento e construir a melhor escolha possível dentro delas.
 

A ferramenta reúne conceitos como auto-observação, comer intuitivo e autogentileza, que Flavia considera um dos pilares para a construção de hábitos alimentares mais saudáveis. O objetivo é fugir tanto da obrigação de “fazer tudo certo” quanto do abandono completo do cuidado quando a rotina não corresponde ao ideal.
 

A cozinha interna e o PPP se encontram justamente nesse ponto. Em um dos exercícios apresentados no livro, Flavia convida o leitor a visualizar como está sua cozinha interior. Ela pode estar organizada ou, metaforicamente, com panelas em ebulição, pia cheia, luz apagada e coisas quebradas pelo chão. Reconhecer esse estado permite compreender por que, em determinados dias, cozinhar parece simples e, em outros, pedir um delivery pode representar muito mais uma necessidade de descanso e acolhimento do que falta de disciplina.
 

A Cozinha que Existe em Mim também toca na relação das mulheres com a alimentação da família. Flavia questiona a ideia de que cabe necessariamente à mulher assumir a responsabilidade por cozinhar e garantir que todos comam da maneira considerada ideal. Sua proposta não é convencer ninguém a passar mais tempo na cozinha física, mas mostrar que todos precisam aprender a reconhecer a própria cozinha interna.
 

A relação entre alimentação, família e formação de hábitos também aparece na obra, inclusive a partir das experiências da autora com a maternidade. Flavia observa como o ambiente familiar e a forma como os alimentos são apresentados às crianças podem participar da construção dessa relação desde cedo.

 

Flavia Machioni - divulgação



Nascida em Curitiba, Flavia M. Machioni, 38 anos, é formada em Comunicação Social, com habilitação em Relações Públicas, e trabalha com produção de conteúdo há cerca de 14 anos. Sua trajetória começou em 2012 com o blog Lactose Não e, ao longo dos anos, passou por cursos de culinária, workshops, produção de receitas, projetos digitais e estudos sobre comportamento. Estudou culinária natural no antigo Natural Gourmet Institute, em Nova York, fez especialização em cuisine santé no Centro Europeu, formou-se como health coach pelo Institute for Integrative Nutrition e atualmente amplia seus estudos em neurociência.
 

Com uma comunidade construída em diferentes plataformas, do Instagram à newsletter no Substack, Flavia chega ao primeiro livro reunindo justamente as diferentes fases dessa trajetória: a comunicadora, a cozinheira, a pesquisadora de hábitos, a mulher e a mãe.
 

A pré-venda de A Cozinha que Existe em Mim começa em 10 de setembro, com lançamento oficial em 10 de outubro. Em 21 de outubro, Flavia realiza uma noite de autógrafos em Curitiba, sua cidade natal. A agenda de lançamento poderá ainda ganhar novos encontros e ações em outras cidades brasileiras.
 

Mais do que ensinar o que colocar no prato, o livro propõe uma pergunta anterior às escolhas alimentares: como está a cozinha que existe dentro de você? 

Instagram @flaviamachioni



Créditos: Ebert Biasioli - Acervo Comunicação

Justin e Hailey Bieber estampam a capa da W Youth Magazine.

 

Livro recupera a história das trabalhadoras sexuais no Brasil e questiona estigmas sobre prostituição

 "Mulher da vida, é preciso falar", da cientista social Carol Bonomi, conta a história da organização das trabalhadoras sexuais no Brasil e aborda temas como preconceito, direitos, feminismo e autonomia feminina


Durante décadas, a prostituição apareceu no imaginário brasileiro sobretudo associada ao escândalo, à marginalidade ou à vitimização. Pouco se fala, porém, sobre as mulheres que se organizaram politicamente para reivindicar direitos, construir espaços de representação e disputar a forma como a própria sociedade enxerga o trabalho sexual. É a partir dessa perspectiva que a pesquisadora e escritora Carol Bonomi apresenta “Mulher da vida, é preciso falar: um estudo do movimento brasileiro de trabalhadoras sexuais”, publicado pela Editora Telha.

Resultado de uma pesquisa iniciada no campo acadêmico, o livro investiga a trajetória do movimento organizado de trabalhadoras sexuais no Brasil e seus diferentes caminhos de mobilização política. A pesquisa original, desenvolvida no mestrado em Ciência Política da Unicamp, analisou cerca de três décadas de história do movimento, com atenção para suas formas de organização, reivindicações, relações com o Estado e estratégias de ação coletiva. O estudo também coloca em primeiro plano as próprias trabalhadoras como sujeitas políticas, em vez de tratá-las apenas como personagens de debates conduzidos por terceiros.

O título recupera uma expressão que carrega forte significado histórico. Em 1987, o Rio de Janeiro recebeu o primeiro Encontro Nacional de Prostitutas, organizado por nomes como Gabriela Leite e Lourdes Barreto. O encontro marcou um momento decisivo para a organização política das trabalhadoras sexuais brasileiras e ajudou a consolidar uma agenda de reivindicação de direitos. A trajetória iniciada naquele período atravessa questões que continuam atuais: reconhecimento profissional, violência institucional, preconceito, autonomia, políticas públicas, saúde, gênero e liberdade sexual.

A discussão proposta por Carol Bonomi conversa com um dos principais pontos de tensão do debate feminista contemporâneo: como falar sobre prostituição sem reduzir todas as mulheres que exercem o trabalho sexual a uma única condição? Em “Mulher da vida, é preciso falar”, a autora questiona a ideia de uma “vítima ideal” e chama atenção para a necessidade de reconhecer a diversidade de experiências existentes entre as trabalhadoras sexuais. Para Carol, discutir o tema exige considerar simultaneamente exploração, violência, desigualdade, autonomia e direitos, sem transformar conceitos complexos em respostas simples.

Esse olhar ganha ainda mais relevância diante da permanência de debates sobre sexualidade e comportamento nas redes sociais. Em seus artigos recentes, Bonomi tem abordado temas como feminismos, pornografia, violência sexual, plataformas digitais e os chamados pânicos morais relacionados ao sexo. A autora defende que conceitos distintos não sejam tratados como sinônimos e que o debate público considere as experiências concretas das pessoas envolvidas. “O livro, nesse sentido, oferece uma perspectiva histórica para questões que continuam presentes no cotidiano e ajudam a explicar por que o corpo feminino permanece no centro de tantas disputas sociais e políticas”, pontua Carolina.

“Mulher da vida, é preciso falar” traz uma mudança fundamental de perspectiva: ouvir as mulheres que construíram esse movimento e compreender como elas transformaram experiências individuais em ação coletiva. Ao aproximar pesquisa acadêmica, história política e debates sobre gênero e sexualidade, Carol Bonomi recupera personagens e acontecimentos fundamentais para compreender uma parte pouco conhecida da história recente do Brasil.



Sobre a autora:

Carolina Bonomi é doutoranda em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde pesquisa a produção da categoria trabalho sexual e suas transformações contemporâneas. Mestre em Ciência Política pela mesma instituição, investigou os trânsitos políticos do movimento das trabalhadoras sexuais no Brasil.

Graduada em Ciências Sociais, dedicou-se a estudos sobre sociologia do trabalho e transexualidade. Integra o Núcleo de Estudos de Gênero – Pagu (CNPq) e participou de projetos da FAPESP sobre precarização e regulação do trabalho. Atualmente, colabora em uma pesquisa internacional sobre o uso da Profilaxia Pré-Exposição ao HIV (PrEP) na América do Sul, investigando as experiências de acesso, uso e gestão dessa estratégia de prevenção. Atuou também em projetos sociais voltados para populações vulneráveis, como o "Viva Melhor Sabendo", do Ministério da Saúde.

 

Sobre a Editora Telha:

Fundada no final de 2019, no Rio de Janeiro, a Editora Telha nasceu com o desejo de publicar com liberdade e abrir espaço para vozes plurais, muitas vezes fora dos grandes centros editoriais. Interdependente por natureza, acredita que o trabalho editorial se constrói em rede e que a diversidade de experiências amplia os caminhos da literatura. Já em sua estreia, com Motel Brasil: uma antropologia contemporânea, de Jérôme Souty, alcançou a marca de finalista do Prêmio Jabuti 2020, sinalizando desde o início seu compromisso em valorizar perspectivas que enriquecem o debate cultural.  

 

Serviço:

Livro: Mulher da vida, é preciso falar: um estudo do movimento brasileiro de trabalhadoras sexuais

Autor: Camila Bonomi (@carolbonomi_)

Editora: Telha

Páginas: 240

Preço: R$ 67,00

Disponível para compra através do link


Créditos: Marcelo Boero



Cidadania italiana: decisão da Corte Constitucional não encerra debate sobre a Lei 74/25, aponta especialista

 Novo capítulo do processo envolve a Corte de Justiça da União Europeia e pode definir os limites da reforma que alterou as regras da cidadania iure sanguinis

 

Divulgação

 

 A discussão sobre a Lei 74/25, que modificou significativamente os critérios para reconhecimento da cidadania italiana por descendência (iure sanguinis), está longe de chegar ao fim. Embora a Corte Constitucional da Itália tenha validado a constitucionalidade da norma, especialistas apontam que a definição sobre o alcance prático da reforma ainda dependerá de novas decisões judiciais, especialmente da Corte de Justiça da União Europeia (CJUE).
 

O tema ganhou destaque após a publicação da Sentenza 63/26, que afastou questionamentos constitucionais à legislação. No entanto, o avanço do contencioso demonstra que a discussão extrapolou o direito interno italiano e passou a envolver também princípios do Direito da União Europeia relacionados à cidadania europeia, segurança jurídica, proporcionalidade e tutela jurisdicional efetiva.
 

Para a Master Cidadania, empresa especializada em processos de reconhecimento de cidadania europeia, esse cenário reforça a importância de acompanhar a evolução jurídica antes de interpretar a reforma como um tema definitivamente encerrado.
 

Segundo Mariane Baroni, advogada especialista e diretora jurídica da Master Cidadania, o processo passou a ser construído em diferentes níveis do Judiciário italiano e europeu. "A decisão da Corte Constitucional respondeu apenas à análise de constitucionalidade da Lei 74/25. Isso não significa que todas as questões jurídicas estejam solucionadas. Hoje, existe um diálogo institucional entre a Corte Constitucional, a Corte di Cassazione e a Corte de Justiça da União Europeia, que será determinante para definir como a nova legislação será aplicada na prática", explica.
 

Reforma alterou entendimento consolidado
 

A Lei 74/25 representa a maior mudança nas regras da cidadania italiana desde a Lei 91/1992. Ao criar novos critérios para transmissão da cidadania a descendentes de italianos nascidos fora da Itália, a legislação alterou um modelo que, durante décadas, foi consolidado pela jurisprudência italiana.
 

Historicamente, a Corte di Cassazione vinha reconhecendo que a cidadania iure sanguinis possui natureza originária, decorrente diretamente da filiação, sendo seu reconhecimento apenas declaratório, além de considerar esse direito imprescritível e protegido contra obstáculos administrativos.
 

Com a entrada em vigor da nova legislação, diversos processos passaram a discutir como esses princípios tradicionais convivem com as novas regras estabelecidas pelo Parlamento italiano.
 

Dimensão europeia amplia a discussão
 

Outro fator que tornou o debate ainda mais complexo é a relação entre a cidadania italiana e a cidadania da União Europeia.
 

Embora cada Estado-membro tenha competência para definir suas regras de nacionalidade, a obtenção da cidadania italiana também garante automaticamente o status de cidadão europeu, assegurando direitos como livre circulação, residência e trabalho em qualquer país integrante da União Europeia.
 

Por esse motivo, diversas ações judiciais passaram a sustentar que as mudanças promovidas pela Lei 74/25 precisam ser analisadas também à luz do Direito da União Europeia.
 

A própria Corte Constitucional italiana reconheceu esse aspecto ao encaminhar questões para apreciação da Corte de Justiça da União Europeia por meio do mecanismo conhecido como reenvio prejudicial, previsto no artigo 267 do Tratado sobre o Funcionamento da União Europeia.
 

Segundo Mariane Baroni, esse movimento demonstra que ainda existe uma etapa importante da discussão jurídica.
 

"Quando a própria Corte Constitucional entende que determinados pontos dependem da interpretação da Corte de Justiça da União Europeia, fica evidente que a controvérsia permanece aberta. Não há como afirmar, neste momento, qual será o resultado final, mas é possível dizer que o alcance da Lei 74/25 ainda será definido por esse diálogo entre as diferentes Cortes", afirma.
 

Corte di Cassazione reafirma princípios históricos
 

Mesmo após a publicação da Sentenza 63/26, a Corte di Cassazione voltou a reafirmar entendimentos tradicionais sobre a cidadania iure sanguinis, incluindo o caráter originário desse direito, sua imprescritibilidade e a impossibilidade de que dificuldades administrativas impeçam o acesso à Justiça.
 

Na avaliação da Master Cidadania, esse posicionamento demonstra que a aplicação da nova legislação continuará sendo construída também pela jurisprudência italiana, paralelamente às futuras manifestações da Justiça europeia.
 

"A evolução desse contencioso mostra que não estamos diante de uma discussão simples sobre constitucionalidade. O que está sendo construído agora é a interpretação definitiva da reforma, considerando o direito italiano, a jurisprudência consolidada e os princípios do Direito da União Europeia", conclui Mariane.
 

A expectativa é que as futuras decisões da Corte de Justiça da União Europeia contribuam para esclarecer os limites da aplicação da Lei 74/25 e seu impacto sobre milhares de processos envolvendo descendentes de italianos em diversos países, incluindo o Brasil.


Créditos: Lucas Orte de Faria


Além do Laço Amarelo: Como construir ambientes de trabalho psicologicamente seguros de forma permanente

 



Especialista da Life DH alerta para a necessidade de transformar a saúde mental nas empresas em uma política estrutural e contínua, superando ações pontuais restritas ao mês de setembro

Com a chegada do Setembro Amarelo, mês dedicado à conscientização e ao cuidado com a saúde mental, as empresas brasileiras voltam seus olhares para campanhas internas sobre o tema. Contudo, diante do avanço dos transtornos psíquicos relacionados ao trabalho, palestras pontuais e ações simbólicas já não são suficientes. A consultoria em desenvolvimento humano Life DH defende que a saúde mental precisa ser tratada como uma política estrutural, contínua e estratégica durante os doze meses do ano.

A urgência do tema reflete-se nos indicadores nacionais. Dados do Ministério da Previdência Social apontam um crescimento expressivo dos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais nos últimos anos, colocando condições como ansiedade, depressão e síndrome de burnout entre os importantes fatores de incapacidade para o trabalho no Brasil. Nesse cenário, ações isoladas podem gerar o chamado Wellness Washing, ou “maquiagem do bem-estar”, quando o discurso institucional de cuidado não encontra correspondência nas práticas cotidianas, marcadas, por exemplo, por sobrecarga, metas excessivas e relações de trabalho pouco saudáveis.

“Não adianta colorir a empresa de amarelo em setembro se a cultura organizacional adoece os colaboradores de outubro a agosto. O verdadeiro compromisso com a saúde mental exige segurança psicológica: um ambiente onde as pessoas possam se expressar, contribuir, reconhecer erros, aprender e pedir ajuda sem medo de punição ou rotulação”, destaca Fernanda Macedo, psicóloga e diretora da Life DH.

Para apoiar as empresas na transição de ações pontuais para uma gestão contínua, é necessário estruturar pilares estratégicos permanentes. O processo começa pela compreensão da realidade organizacional, com diagnósticos capazes de identificar fatores de riscos psicossociais, sobrecarga, fragilidades nas relações de trabalho e aspectos da cultura que possam impactar a saúde e o bem-estar dos trabalhadores.

A transformação passa também pelo desenvolvimento de lideranças mais conscientes e preparadas para promover relações saudáveis, identificar sinais de esgotamento e conduzir equipes com clareza, respeito e segurança psicológica. Soma-se a isso a implementação de canais seguros de escuta e acolhimento, além de práticas que favoreçam o equilíbrio entre vida pessoal e profissional, respeitando períodos de descanso e contribuindo para ambientes mais sustentáveis.

“Construir um ambiente psicologicamente seguro não significa ausência de cobrança, responsabilidade ou metas. Significa criar condições saudáveis e sustentáveis para que as pessoas possam alcançá-las. Quando a liderança é preparada para escutar, os riscos psicossociais são gerenciados e os processos respeitam os limites humanos, a organização fortalece o engajamento, reduz fatores associados ao adoecimento e cria melhores condições para a produtividade e o desenvolvimento das pessoas”, reforça Fernanda Macedo.

Créditos: Lara Alves  


Bob's marca presença no Rock in Rio Brasil 2026 e mantém trajetória de mais de quatro décadas no festival

 



Rede terá quatro pontos de venda na Cidade do Rock e é a única marca presente em todas as edições do evento desde 1985

O Bob's confirma participação no Rock in Rio Brasil 2026, que acontece nos dias 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, no Parque Olímpico, na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro. A presença reforça uma trajetória de mais de quatro décadas: o Bob's é a única marca presente em todas as edições do Rock in Rio desde a primeira, realizada em 1985.

Em 2026, a operação do Bob's na Cidade do Rock será composta por quatro pontos de venda: uma unidade dedicada exclusivamente aos Milk Shakes, um ponto de venda de batatas e dois bares com venda de sanduíches e bebidas. A estrutura foi planejada para acompanhar o fluxo do público ao longo dos sete dias de programação e ampliar os pontos de contato da marca com os consumidores durante o festival.

A relação entre Bob's e Rock in Rio atravessa gerações. Em 2024, enquanto o festival celebrava 40 anos de história, o Bob's marcava quatro décadas de atuação no franchising, modelo que impulsionou a expansão da rede pelo país a partir de 1984. Os dois marcos ajudam a dimensionar a longevidade de uma parceria que acompanha a evolução do entretenimento e dos hábitos de consumo no Brasil.

Essa conexão também ganhou novos capítulos fora do Rio de Janeiro. Em 2025, a marca participou pela primeira vez do The Town, em São Paulo, evento dos mesmos criadores do Rock in Rio, como Milk Shake e hambúrguer oficiais do festival. A iniciativa ampliou a presença do Bob's em grandes eventos de entretenimento e reforçou sua atuação em diferentes territórios e ocasiões de consumo.

A operação do Bob's no The Town foi conduzida por um franqueado especializado em eventos, modelo que demonstra a versatilidade do sistema de franchising da rede. Com mais de 40 anos de experiência em franquias, o Bob's conta com um modelo de negócio que permite aos franqueados atuar em diferentes formatos, mercados e ocasiões de consumo, levando a marca para além dos pontos de venda tradicionais. Em grandes eventos, esse conhecimento especializado contribui para ampliar a presença da rede, desenvolver expertise operacional e criar novas oportunidades de negócio para os parceiros.

Em 2026, essa dinâmica também estará presente no Rock in Rio Brasil. A operação será realizada dentro do modelo de franchising da rede, reforçando como a força do relacionamento entre marca e franqueados permite ao Bob's adaptar sua atuação a diferentes contextos e aproveitar novas oportunidades de consumo.


A presença em grandes eventos musicais integra a estratégia do Bob's de estar próximo do consumidor em diferentes momentos de sua jornada. Levantamento da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra que o setor de food service movimentou R$ 455 bilhões em 2024 e responde por cerca de 3,6% do PIB nacional, reunindo mais de 1,37 milhão de estabelecimentos ativos no país. O levantamento também aponta que mais de um terço da população brasileira consome refeições fora de casa com frequência, destinando até 25% da renda a esse tipo de despesa, comportamento que ganha ainda mais relevância em momentos de lazer, celebração e entretenimento.

Nesse cenário, festivais como o Rock in Rio se tornam importantes espaços de experiência e relacionamento entre marcas e consumidores. Para Renata Brigatti Lange, diretora de Marketing do Bob's, a presença no evento representa uma oportunidade de levar a marca para além do ponto de venda tradicional e fortalecer sua conexão com diferentes gerações.

“O Rock in Rio representa um símbolo de conexão com o público, e o Bob's carrega essa história desde a primeira edição do festival. Em 2026, seguimos presentes com uma operação pensada para acompanhar a jornada do consumidor dentro da Cidade do Rock e levar a experiência da marca para o maior festival de música e entretenimento do mundo. Ao mesmo tempo, essa presença também mostra a força do nosso modelo de franquias, que nos permite estar em diferentes ocasiões de consumo e construir, junto aos nossos parceiros, novas oportunidades de negócio”, destaca a executiva.

 Com a presença no Rock in Rio Brasil 2026, o Bob's amplia uma estratégia que combina grandes plataformas de entretenimento à força de seu modelo de franchising. Do Rock in Rio ao The Town, a atuação em eventos de grande escala mostra como a rede consegue transformar diferentes ocasiões de consumo em oportunidades de negócio para seus franqueados e em novas formas de conexão com o público.

Preços:
Sanduíches

 
R$ 38,00 Big Rock 
R$ 38,00 Rock Cheddar
 
Combos
R$ 45,00 Big Rock +Batata Ruffles
R$ 45,00 Rock Cheddar +Batata Ruffles
 
Batata-frita
R$ 20,00
 
Milk Shake Crocante 400ml
R$ 22,00

 

Créditos: Emilia Rebelo - AMB Com  

Álvaro agita espaço de Trident no Rock in Rio com entrevistas e bom humor

 Cheio atitude, o influenciador conversou com o público, produziu conteúdos para a marca e curtiu a experiência “Que Se Masque”

Créditos: Eduardo Martins / Brazil News


Álvaro marcou presença no Rock in Rio neste sábado (5) e aproveitou a passagem pelo estande de Trident para entrar no clima do festival. Para a ocasião, o influenciador apostou em uma camisa xadrez em tons de verde, combinada com regata branca e jeans, em sintonia com a identidade da marca. Com seu já conhecido bom humor, Álvaro produziu conteúdos para Trident, conversou e entrevistou o público que passou pelo espaço e se jogou na experiência “Que Se Masque”, assinatura que traduz o convite da marca para deixar as cobranças de lado e aproveitar o momento do seu jeito.

A Mondelēz International, Inc. (NASDAQ: MDLZ) tem como propósito “Empower People to Snack Right”, ou seja, empoderar os consumidores a escolherem snacks do jeito certo, em aproximadamente 150 países ao redor do mundo. Com receita líquida de cerca de US$ 38.5 bilhões em 2025, a empresa está liderando o futuro de snacks com marcas amadas, como Lacta, Bis, Oreo, Club Social, Sonho de Valsa, Tang, Trident, 7Days, entre outras. A Mondelēz International se orgulha por ter sido certificada, pela GPTW, como um dos Melhores Lugares para se trabalhar no Brasil em 2025 e por ser uma das Empresas Mais Atrativas para Estudantes. A companhia tem compromissos globais de sustentabilidade para impactar positivamente a comunidade em que atua.
 

Créditos: Rayssa Rocha  

Café com Deus Pai lança novo volume e amplia projeto para 2027

 Nova edição do livro tem como tema "Porções Diárias de Restauração" e estreia projeto gráfico colorido, série infantil e um novo livro de oração


O escritor Junior Rostirola apresentou, na noite deste sábado (5), em São Paulo, o Café com Deus Pai – Volume 7, diante de cerca de 2,5 mil pessoas. Com o tema “Porções Diárias de Restauração”, a nova edição foi preparada para acompanhar os leitores ao longo de 2027 e reúne 365 novas mensagens.

Realizado no Teatro Celso Furtado, no Distrito Anhembi, o lançamento reuniu leitores, influenciadores, familiares, amigos e convidados em uma noite marcada por experiências e novidades. Entre os momentos especiais, o público acompanhou em primeira mão o teaser da nova série Café com Deus Pai Kids, que será lançada em breve, além de vivenciar o momento mais aguardado da noite: a revelação do Volume 7, de sua nova cor e de seu projeto visual.

O tema “Porções Diárias de Restauração” nasceu de um período de oração, jejum e busca pela direção de Deus vivido por Junior Rostirola durante a preparação da obra. A partir desse tempo de entrega e aprofundamento espiritual, foram desenvolvidas as mensagens inéditas que conduzem o leitor por reflexões sobre fé, recomeços, família, relacionamentos e diferentes processos de restauração.

Ao longo do livro, a restauração é apresentada não apenas como o retorno àquilo que existia antes, mas também como a possibilidade de algo novo nascer justamente em lugares que, em algum momento, pareceram perdidos ou interrompidos.

“Esse livro nasceu de um tempo profundo de oração, jejum e busca pela direção de Deus Pai. Cada mensagem foi escrita com a convicção de que existe uma palavra liberada pelo Pai para este novo tempo. Minha oração é que cada pessoa seja alcançada por porções de restauração em sua vida e em sua família”, afirma Junior Rostirola.

O conceito central do Volume 7 também ganha forma por meio de um projeto gráfico totalmente renovado. O verde foi escolhido como a cor principal da edição e, pela primeira vez na série, as ilustrações internas são apresentadas integralmente em cores. Nas edições anteriores, os desenhos utilizavam predominantemente dois tons de impressão.

A identidade visual foi construída a partir de referências à natureza, aos ciclos de renovação e ao próprio universo do café. Sementes, folhas, frutos, terra, chuva, plantações, colheita e novos brotos aparecem ao longo das páginas, formando uma narrativa visual conectada às mensagens do devocional.

Um dos principais símbolos da edição é uma árvore que, mesmo depois de cortada, volta a brotar a partir do tronco. A imagem representa a possibilidade de novos começos mesmo depois de períodos de perdas, cortes ou dificuldades e traduz uma das principais mensagens do livro: uma interrupção não precisa representar o fim de uma história.

Café com Deus Pai Kids é apresentado em primeira mão

A noite também antecipou uma das próximas novidades do projeto. Os participantes assistiram em primeira mão ao teaser da nova série Café com Deus Pai Kids, que será lançada em breve.

A produção amplia o universo do Café com Deus Pai para o público infantil, com conteúdos desenvolvidos especialmente para crianças, a partir de uma linguagem, abordagem e narrativas adequadas a essa faixa etária.





Livro de oração aproxima a prática da rotina

Outra novidade deste novo ciclo é um livro de oração inédito, desenvolvido como complemento à experiência do devocional e pensado para aproximar ainda mais a prática da oração da rotina cotidiana.

Em formato compacto, o livro foi criado para acompanhar o leitor aonde ele for. O modelo conta com um chaveiro, que permite prendê-lo à bolsa, mochila ou outros acessórios, mas também pode ser retirado para que o livro seja levado no bolso ou mantido sempre por perto.

A proposta é transformar pequenos intervalos do dia em oportunidades de oração, reflexão e conexão com Deus Pai, tornando essa prática mais presente mesmo em meio às atividades da rotina.

O lançamento do Volume 7 marca um novo momento para o Café com Deus Pai, que já soma 10 milhões de exemplares vendidos. O título foi o mais vendido do Brasil em 2023 e 2024 e permaneceu entre os destaques do mercado editorial em 2025 e 2026. O podcast oficial também alcançou o primeiro lugar entre os mais ouvidos do Brasil no Spotify em 2025 e ficou entre os dez mais ouvidos do mundo.


Créditos: Caroline Soares

Dia do Sexo: mãe e filha quebram tabus e transformam prazer e saúde íntima em negócio de sucesso

 Alessandra Seitz e a filha, Stephanie Seitz, estão à frente da INTT Cosméticos e construíram, entre duas gerações, uma trajetória que une empreendedorismo feminino, inovação, sexualidade e bem-estar


Falar sobre sexo dentro de casa nem sempre é fácil. Transformar esse assunto em profissão, negócio e propósito e fazer isso entre mãe e filha torna essa história ainda mais singular. Alessandra Seitz e Stephanie Seitz pertencem a gerações diferentes, mas encontraram na sexualidade, na saúde íntima e no bem-estar um território comum para empreender, inovar e ajudar a quebrar tabus.

No Dia do Sexo, a trajetória das duas mostra também como a conversa sobre sexualidade mudou ao longo dos anos. O que antes era tratado quase sempre com constrangimento ganhou espaço para discussões sobre informação, autocuidado, prazer, relacionamento e qualidade de vida.

À frente da INTT Cosméticos, Alessandra e Stephanie construíram uma das maiores referências do mercado de produtos íntimos do Brasil e da Europa. Com mais de 16 anos de história, a marca se consolidou internacionalmente unindo tecnologia, bem-estar, sensualidade e saúde íntima em um setor que cresce cada vez mais no mundo todo.

Hoje, a INTT reúne mais de 400 produtos em seu portfólio, além de contar com mais de 5 mil distribuidores, presença em feiras internacionais, palestras, eventos e constantes lançamentos voltados ao público feminino, masculino e também aos casais.

Mais do que uma empresa, mãe e filha construíram um movimento que ajudou a mudar a forma como a sexualidade passou a ser discutida no Brasil.

“Quando começamos, falar sobre saúde íntima ainda era um assunto cercado de preconceitos. Ao longo desses anos, percebemos que nosso papel vai muito além dos produtos. Nós ajudamos pessoas a se reconectarem com autoestima, prazer, relacionamento e qualidade de vida”, destaca Stephanie Seitz.

O crescimento da marca também ganhou força através da inovação constante. Entre os destaques está o Pico Pulse, um dos produtos de maior sucesso da empresa, criado por Stephanie, que também é sexóloga e referência nas redes sociais através do perfil @prazer.ste, onde aborda sexualidade, relacionamentos e saúde íntima de forma leve, educativa e moderna.

Além das linhas próprias, a empresa também é responsável por importar grandes marcas internacionais do segmento, além de assinar projetos de personalidades como Deborah Secco e Laura Muller, desenvolvendo linhas exclusivas voltadas ao autocuidado, bem-estar íntimo e sensualidade.

A marca ainda investe fortemente na linha Care, voltada aos cuidados íntimos femininos e masculinos, reforçando o conceito de que saúde íntima também faz parte da saúde integral.

A relação entre mãe e filha também se tornou parte dessa história empresarial. Entre reuniões, viagens, feiras internacionais e o desenvolvimento de novos produtos, Alessandra e Stephanie seguem à frente de um negócio construído entre duas gerações e que encontrou justamente em um universo ainda cercado por tabus um espaço para inovar, crescer e abrir novas conversas sobre sexualidade.

“Existe uma conexão muito forte entre nós. Construir tudo isso em família torna a trajetória ainda mais especial. Crescemos juntas dentro desse mercado e hoje conseguimos enxergar o impacto que nosso trabalho tem na vida de milhares de pessoas”, afirma Stephanie.

No Dia do Sexo, a história de Alessandra e Stephanie ajuda a mostrar que falar sobre sexualidade também é falar sobre saúde, informação, comportamento, prazer e bem-estar. Com presença internacional, inovação constante e autoridade em um mercado que movimenta bilhões no mundo, mãe e filha transformaram a INTT Cosméticos em muito mais do que uma marca: construíram um negócio de sucesso e uma referência quando o assunto é saúde íntima, prazer, bem-estar e empreendedorismo feminino.

Créditos: Andrea Feliconio Lima