Em A árvore que acordou chorando, a Sumaúma chora ao ver a floresta ameaçada por madeireiros, até que uma comunidade indÃgena e o IBAMA entram em cena. O livro de Gilce Velasco tem prefácio do ministro João Paulo Capobianco e apresentação do ambientalista Luiz Villares, com lançamento em 17 de setembro, à s 18h, na Livraria da Travessa.
Cerca de 34% das escolas brasileiras não realizam atividades de educação ambiental, informa o Censo Escolar 2024. O cenário contraria a PolÃtica Nacional de Educação Ambiental (Lei nº 9.795/1999), que determina que a conscientização ecológica esteja presente de maneira transversal em todos os nÃveis de ensino. “É um cenário preocupante”, afirma a escritora, psicóloga e publicitária Gilce Velasco, que lança, em 17 de setembro, pela editora Faz História, A árvore que acordou chorando.
É o primeiro livro infantojuvenil da autora dedicado à Amazônia. No prefácio, o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destaca o papel das narrativas infantis para plantar sementes de empatia e responsabilidade ecológica.
Na apresentação, o ambientalista Luiz Villares, que atua há 20 anos na Amazônia, resume a essência da obra citando uma máxima entre ambientalistas: “Quem conhece ama; quem ama cuida”. Para ele, a história “nos leva a uma relação de conhecimento e de amor pela floresta” e ensina a “nos juntarmos aos guardiões da floresta para o bem da Amazônia e do mundo”.
O papel das escolas
“Estamos formando gerações que herdarão desafios climáticos extremos, mas sem que a escola as ensine a amar e defender nossos ecossistemas. A educação ambiental precisa acontecer desde a primeira infância”, afirma Gilce. Para a escritora, a literatura tem muito a contribuir com a informação e a conscientização sobre meio ambiente. “Se oferecermos à s crianças narrativas que tragam a floresta para perto do coração, criaremos cidadãos conscientes que farão com que a Sumaúma, no futuro, não precise chorar nunca mais”, diz Gilce.
A devastação da Amazônia no universo das crianças
Em A árvore que acordou chorando, a protagonista é a Sumaúma, árvore que acorda em lágrimas ao ver a chegada de madeireiros com tratores e motosserras que ameaçam destruir a floresta. Mas nem tudo está perdido: o barulho das motosserras alerta uma comunidade indÃgena próxima, que, unida a agentes do IBAMA, consegue conter o desmatamento ilegal dos invasores.
No final, o livro traz um glossário pedagógico, pensado para incentivar leituras compartilhadas em casa e dinâmicas em sala de aula sobre fauna e flora amazônicas. As ilustrações são de Felipe Ferradans.
Sobre os criadores
Gilce Velasco: escritora, psicóloga e publicitária, já havia explorado o cenário amazônico no romance adulto “A Amazônia e o pequeno grão de mostarda”. Este é seu primeiro trabalho infantojuvenil sobre o tema.
Felipe Ferradans: fotógrafo e profissional do mercado editorial há 12 anos, estreia na ilustração infantil com este livro.
Serviço
A árvore que acordou chorando – Gilce Velasco
- Lançamento: 17 de setembro, a partir das 18h
- Local: Livraria da Travessa, Shopping Iguatemi (Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232 – Jardim Paulistano, São Paulo/SP)
- Instagram: @editorafazhistoria
Créditos: LIDIA DE SANTANA













